"Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade." (II Pedro 3.18)
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
domingo, 22 de novembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
O Divórcio a luz da Bíblia.
Significado:
do latim: divortium, ou seja separação.
Conceitos:
Rompimento legal dos laços maritais que unem um homem e uma mulher; Dissolução do casamento; Extinção do casamento; Anulação ou cessação do contrato.
No AT, o divórcio era facilmente obtido pelo homem. Se o marido, por exemplo, chegasse a não achar mais graça na esposa, podia dar-lhe de imediato a carta de repúdio (Dt. 24.1-4). Todavia com o advento do Cristianismo, os laços matrimoniais tornaram mais apertados. A lei de Moisés (Dt.22.19) concedia o direito de divórcio no caso de fornicação mas não de adultério, pois os adúlteros morriam apedrejados (Lv. 20.10).
De acordo com o que ensinou o Senhor Jesus, o homem somente pode divorciar-se de sus esposa em caso de infidelidade conjugal (Mt. 19.1-12). E mesmo neste caso, havendo lugar para o arrependimento, o amor deve prevalecer.
O matrimônio não é uma conveniência social inventada pela humanidade para preencher uma necessidade ou condição temporárias, e, portanto, para ser revisado ou abandonado conforme os caprichos de qualquer homem, ou grupo de homens.
O matrimônio foi instituído por Deus Altíssimo e a sua relação para com a raça humana é tal que não se pode modificar, nem a parte considerada mais insignificante, sem graves consequências.
"Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher tornando-se os dois uma só carne? De modo que não são mais dois, porem uma só carne. Portanto, o que Deus uniu não separe o homem" (Mt. 19.3-6).
Aproveitando a oportunidade, queremos enfatizar "os fez homem e mulher", não homem e homem ou mulher e mulher. O Deus todo poderoso criou masculino e feminino. Depois, ordenou-os que se unissem tornando os dois uma só carne. Sendo assim, somente o homem com uma mulher podem realizar tal feito. Entrar um no outro, realizando uma ligação tão profunda através desta conexão que chega a ligar o espirito do homem com o da sua mulher.
Não se julgue a legislação humana poder dissolver uma união feita por Deus. Cristo disse mais: "Moisés pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar a vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Eu vos declaro que todo aquele que repudiar sua mulher, se não é por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério" (Mt. 19.8-9).
Note-se: a fornicação é o pecado de pessoas não casadas, com pessoas casadas ou não. O adultério é o pecado de pessoas casadas com outras que não são seus próprios cônjuges. Para compreender melhor, devemos notar como as escrituras distinguem entre a fornicação e o adultério. "Porque do coração é que saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios. (Mt. 15.9; Gl. 5.10; ICo. 9-10).
As leis civis sobre o divórcio, nunca podem substituir ou invalidar os deveres dos Cristãos diante do Deus todo poderoso. Mesmo no caso de um dos cônjuges descobrir que o outro foi infiel seris melhor do que repudiá-lo (Mt. 6.14-1). O amor conjugal, entre os crentes sinceros, é um mandamento divino (Ef. 5.22-33; IPe 3.1-9).
A questão do divórcio, quando um dos cônjuges não é Cristão, é ventilada em ICo 7.10-17. Se aquele que não é crente exigir a separação, o crente pode ceder. Mas a atitude do Cristão deve ser sempre a de ganhar seu companheiro para Cristo; nunca pode tomar a iniciativa na separação. No caso de se separarem, porém, a Palavra de Deus é clara, que o crente não tem direito de casar-se novamente: Que não se case (ICo 7.11).
Deus planejou o casamento para ser duradouro. Ele deseja profundamente que as pessoas casadas permaneçam juntas até que a morte as separe, desfrutando de um relacionamento saudável e estável. Mas Deus conhece a natureza humana, que insiste em pecar, e, por isso, ele tolera o divórcio, porém não abençoa.
O homem com sua esposa que amam ao Senhor e são casados não devem nem ao menos considerar uma separação, quanto mais um divórcio. Ao afirmarem que seus desentendimentos são irreconciliáveis, estão dizendo que Deus não é capaz de promover reconciliação e restauração. Não é assim! Ele é o Senhor dos impossíveis, e nada é difícil demais para Deus (Jr. 32.27).
Por outro lado, nosso orgulho, vaidade, egoísmo, ressentimento, etc, nos impedem de procurar resolver o conflito, principalmente quando ele envolve traição e abandono. Os casais que se divorciam entristecem a Deus, decepcionam e prejudicam profundamente seus filhos, ferem seus familiares, deixando um rastro de mágoas atrás de si e em seu próprio coração. Porém Deus é misericordioso e perdoa os pecados daqueles que se arrependem.
Além disso, diante da corrupção do coração humano, o Senhor oferece uma nova chance ao cônjuge que foi abandonado ou traído, se a outra parte rejeitar uma reconciliação. Esse novo casamento, entretanto, só poderá ocorrer depois de muita oração e reflexão pessoal, de uma avaliação séria da vontade de Deus e das consequências na vida dos filhos.
Todo casamento envolve alegrias, companheirismo e ótimos e momentos, mas é impossível escolher apenas o que é agradável e ignorar que também existe sofrimento e renuncia. A tenacidade em comprometer-se com o compromisso assumido, aliada à vontade imutável do Senhor para que o casamento perdure até a morte.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
DAVI E JESUS – UM PARALELO ENTRE UM REI DA TERRA E UM REI DOS CÉUS.
DAVI
E JESUS – UM PARALELO ENTRE UM REI DA TERRA E UM REI DOS CÉUS
VERSÍCULO
CHAVE
“Porque nele foram criadas todas
as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos,
sejam dominadores, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele
e para Ele.”
LEITURA EM CLASSE
Sl. 24.7 - Levantai, ó portas, as
vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Sl. 24.8 - Quem é este o Rei da Glória? O Senhor
forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra.
Sl. 24.9 – Levantai, ó portas, as
vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Sl. 24.10 – Quem é este o Rei da
Glória? O Senhor dos exércitos; ele é o Rei da Glória.
APLICAÇÃO GERAL
Somente examinando as escrituras
alcançaremos o discernimento necessário para compreendermos as comparações
entre a vida de Davi e de Jesus.
ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução.
1. Suas Origens.
2. Seus Ministérios.
3. Uma visão de Deus
4.
Conclusão.
INTRODUÇÃO
O único homem que foi segundo o coração de Deus foi Davi e alguém que
esteve aqui não para fazer a sua vontade e sim a vontade daquele que o enviou
também teria quer ser segundo o coração de Deus. De acordo com as profecias
messiânicas este alguém só poderia vir da linhagem do Rei Davi que foi um rei
escolhido por Deus e não pelo povo. Assim também o nosso Senhor Jesus Cristo
foi escolhido por Deus para vir ao mundo resgatar o que se havia perdido.
1 – Suas origens
1.1 - Ambos
os Reis nasceram em Belém de Judá
Belém foi identificada com a antiga Efrata, já citada na Bíblia (Gn 35, 16; 48, 27; Rt 4, 11), e é chamada de Belém Efrata no Livro de Miquéias (5,
2). Localizada na zona montanhosa de Judá, a cidade também era designada como Belém de Judá (Jz 17,7; Mt 2,5;Sam 17, 12), possivelmente para distingui-la de Belém de Zebulom (Js 19,15),
e "a cidade de Davi" (Lc 2,
4). Sobre Davi está escrito “Então disse o
Senhor a Samuel, até quando terás dó de Saul, havendo-o eu Rejeitado, para que
não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé
o belemita, porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. (ISm
16.1). Davi era filho de um homem efrateu, de Belém de Judá, cujo nome era Jessé,
que tinha oito filhos; e nos dias de Saul este homem era já velho e
avançado em idade entre os homens. Sobre o Senhor Jesus está escrito “Tendo,
pois, nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram
dos oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é
nascido reis dos Judeus? Pois do oriente vimos e sua estrela e viemos adorá-lo.
(Mt 2:1-2).
1.2 – Ambos foram
rejeitados
Tudo
indica que Davi era realmente rejeitado, tanto pelo seu pai quanto pelos seus
irmãos. Porque no momento em que todos estavam na presença do profeta Samuel,
seu pai Jessé e seus irmãos, ele nem sabia o que estava acontecendo. Prova
disso é quando acabam todas as possibilidades, o profeta pergunta se tinham
acabados os filhos de Jessé. Em I Sm 17.28 encontramos um relato de seu irmão
mais velho quando Davi chegou no campo de batalha contra os Filisteus “Eliabe,
seu irmão mais velho, ouvi-o quando falava àqueles homens; pelo que se acendeu
a sua ira contra Davi, e disse: Por que descestes aqui, e a quem deixastes
aquelas poucas ovelhas no deserto? Eu conheço a tua presunção, a e maldade do
teu coração; pois desceste para ver a peleja. No evangelho de João capitulo 1.1
diz a respeito de Jesus: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam e no
cap. 7.3-5 diz: “Disseram-lhe, então seus irmãos: Retira-te daqui e vai para Judéia,
para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém faz
coisa alguma em oculto, quando procura ser conhecido. Já que fazes estas
coisas, manifesta-te ao mundo. Pois, nem seus irmãos criam nele.
1.3 – Ambos não reinaram de imediato
Davi
depois de ungido não foi proclamado rei, ele próprio não quis tomar o reinado
de Saul, aguardou pela morte dele.
CONTINUA............
quinta-feira, 23 de julho de 2015
PERSONALIDADE DO ESPÍRITO
I.
PERSONALIDADE DO ESPÍRITO
A) Provada por Suas Características:
1) Ele é inteligente (1Co 2.10,11).
2) Ele tem emoções (Ef 4.30).
3) Ele tem vontade ( 1Co 12.11).
B) Provada por Sua Obras:
1) Ele ensina (Jo 14.26).
2) Ele guia (Rm 8.14).
3) Ele comissiona (At 13.4).
4) Ele dá ordens a homens ( At 8.29).
5) Ele age no homem (Gn 6.3).
6) Ele intercede (Rm 8.26). 7)
7) Ele fala (Jo 15.26; 2Pe 1.21).
C) Provada pelo que Lhe é Atribuído:
1) Ele pode ser obedecido (At 10.19-21).
2) Pode-se mentir a Ele (At 5.3).
3) Ele pode ser resistido (At 7.51).
4) Ele pode ser reverenciado (Sl 51.11).
5) Pode-se blasfemar contra Ele (Mt 12.31).
6) Ele pode ser entristecido (Ef 4.30).
7) Ele pode ser ultrajado (Hb 10.29).
D) Provado por Uma Gramática Incomum:
A despeito do fato de a palavra grega para Espírito ser neutra em gênero, várias vezes se empregam pronomes masculinos para substituir o substantivo neutro, o que contraria todas as regras normais de gramática, mas indica a personalidade do Espírito (Jo 16.13,14; 15.26; 16.7,8)
II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO
A) Provada pelos Seus Nomes:
1) Nomes que relacionam o Espírito em pé de igualdade às demais Pessoas da Trindade (1Co 6.11).
2) Nomes que O apresentam realizando obras que somente Deus pode fazer (Rm 8.15; Jo 14.16)
B) Provada por Suas Características:
O Espírito possui atributos divinos:
1) Onisciência (1Co 2.10,11).
2) Onipresença (Sl 139.7).
3) Onipotência (Gn 1.2).
4) Verdade (1Jo 5.6).
5) Santidade (Lc 11.13).
6) Vida (Rm 8.2).
7) Sabedoria (Is 40.13).
C) Provada por Suas Obras:
Ao Espírito são atribuídas obras que somente Deus pode realizar.
1) Criação (Gn 1.2).
2) Inspiração (2Pe 1.21).
3) Gerar a Cristo em Sua encarnação (Lc 1.35).
4) Convencer o homem (Jo 16.8).
5) Regenerar o homem (Jo 3.5,6).
6) Consolar (Jo 14.16).
7) Interceder (Rm 8.26,27).
8) Santificar (2Ts 2.13).
D) Provada por Sua Associação em pé de igualdade:
Com as demais Pessoas da Trindade (At 5.3,4; Mt 28.19; 2Co 13.13)
III. A PROCESSÃO (procedência) DO ESPÍRITO
A) Definição:
Processão é uma palavra que tenta descrever o eterno relacionamento entre o Espírito e as outras duas Pessoas da Trindade. Ele procedeu eternamente do Pai e do Filho sem que isso dividisse ou alterasse, de algum modo, a natureza de Deus.
B) História:
Este conceito foi formulado no Credo de Constantinopla em 381. Em 589, o sínodo de Toledo acrescentou a famosa cláusula latina “filioque”, que afirmava que o Espírito procedia do Pai e do Filho.
C) Escrituras:
João 15.26 afirma expressamente que o Espírito procede do Pai, ao passo que a idéia de Sua processão do Filho vem de versículos como Gálatas 4.6, Rm 8.9 e Jo 16.7.
IV. TIPOS E ILUSTRAÇÕES DO ESPÍRITO
Vestimenta ( Lc 24.49)
Pomba (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32)
Penhor (2Co 1.22; 5.5; Ef 1.14)
Fogo (At 2.3)
Óleo (Lc 4.18; At 10.38; 2Co 1.21; 1Jo 2.20)
Selo (2Co 1.22; Ef 1.13; 4.30)
Servo ( Gn 24)
Água (Jo 4.14; 7.38,39)
Vento (Jo 3.8; At 2.1,2)
V. OBRA DO ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO
A) Na Criação:
O Espírito deu à criação:
1) Vida (Sl 104.30; Jó 33.4).
2) Ordem (Is 40.12; Jó 26.13).
3) Beleza ( Sl 33.6; Jó 26.13).
4) Preservação (Sl 104.30).
B) No Homem:
1) Habitação Seletiva:
a) O Espírito estava em certas pessoas na época do AT (Gn 41.38; Nm 27.18; Dn 4.8; 5.11-14; 6.3)
b) O Espírito vinha sobre várias pessoas (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 1Sm 10.9,10; 16.13) c) O Espírito enchia alguns (Ex 31.3; 35.31). Assim, Seu relacionamento pessoal com os homens no AT era limitado, pois nem todos experimentavam Sua ação e esta não era necessariamente permanente em todos os casos (Sl 51.11)
2) Capacitação para serviço (especialmente na construção do Tabernáculo, Ex 31.3, mas também em outras circunstâncias, Jz 14.6).
3) Restrição geral ao pecado (Gn 6.3).
VI. A OBRA DO ESPÍRITO NA REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO
A) Definições:
1) Revelação significa o desvendamento de algo que era previamente encoberto ou desconhecido. A revelação diz respeito ao material (i.e., o que).
2) Inspiração é o processo divino de supervisão dos autores humanos da Bíblia, de modo que, usando suas próprias personalidades e estilos, compuseram e registraram sem erro as palavras de Deus pra Sua revelação ao homem nos manuscritos originais (os autógrafos). A inspiração diz respeito ao modo (i.e., o como).
B) O Autor da Revelação É o Espírito Santo:
A passagem mais específica é 2 Pedro 1.21 (cf. 2Sm 23.2; Ez 2.2; Mq 3.8; Mt 22.43; At 1.16; 4.25)
C) Os Meios da Revelação:
O Espírito usou:
1) A palavra falada (Ex 19.9).
2) Sonhos (Gn 20; 31).
3) Visões (Is 6.1).
4) A Palavra escrita (Jo 14.26; 1Co 2.13).
5) Cristo
D) O Autor da Inspiração É o Espírito Santo:
1) Do Antigo Testamento (2Sm 23.2,3; 2Tm 3.16; Mc 12.36; At 1.16; 28.25; Hb 3.7; 10.15,16).
2) Do Novo Testamento.
A) A inspiração do Novo Testamento foi pré-autenticada por Cristo (Jo 14.26).
B) Ela é afirmada pelos autores do Novo Testamento (1Co 14.37; Gl 1.7,8; 1Ts 4.2,15; 2Ts 3.6,12,14).
C) Ela é atestada mutuamente pelos apóstolos (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
VII. A OBRA DO ESPÍRITO NA VIDA DE CRISTO
A) Em Seu Nascimento Virginal:
O Espírito Santo realizou a concepção no útero de Maria (Lc 1.35).
B) Em Sua Vida:
1) Cristo foi ungido pelo Espírito (Lc 4.18; At 10.38). Essa unção ocorreu em Seu batismo, mas não é idêntica ao batismo (Jo 1.32). Essa unção significa capacitação para o serviço.
2) Cristo foi cheio do Espírito (Lc 4.1).
3) Cristo foi selado com o Espírito (Jo 6.27)
4) Cristo foi guiado pelo Espírito (Lc 4.1).
5) Cristo foi capacitado pelo Espírito (Mt 12.28).
C) Em Sua Morte:
(Cf. Hb 9.14; alguns citam também Rm 1.4)
D) Em Sua Ressurreição:
(1Pe 3.18, possivelmente.)
VIII. A OBRA DO ESPÍRITO NA SALVAÇÃO
A) Convencimento: (Jo 16.8-11)
1) Definição: Convencer (Jo 16.8) significa esclarecer a verdade do evangelho perante a pessoa não salva, de modo que seja reconhecida como verdade, quer a pessoa receba ou não a cristo como seu Salvador.
2) Detalhes:
a) Do pecado. O estado pecaminoso do homem se deve à sua incredulidade.
B) Da Justiça. O homem é convencido da justiça de Cristo porque Ele ressurgiu e ascendeu à direita do Pai.
C) Do juízo. O Espírito convence sobre o juízo vindouro porque satanás (o maior inimigo) já foi julgado.
B) Regeneração: (Tt 3.5)
1) Definição: O ato divino de geração espiritual, pelo qual Ele comunica vida eterna e nova natureza.
2) Meio: É a obra de Deus, particularmente do Espírito (Jo 3.3-7; Tt 3.5). A fé é o requisito humano em presença do qual o Espírito regenera, e a Palavra de Deus fornece o conteúdo cognitivo da fé.
3) Características:
a) É um ato instantâneo, não um processo (embora seus antecedentes e conseqüências possam ser processos).
b) É não-experimental (não se deriva ou baseia em experiência, embora seja seguida das experiências comuns à vida cristã).
4) Conseqüências:
a) Uma nova natureza (2Co 5.17)
b) Uma nova vida ( 1Jo 2.29).
C) Habitação: ( 1Co 6.19).
1) As pessoas habitadas: Todos os verdadeiros crentes, porque:
a) Mesmos crentes em pecado desfrutam da habitação (1Co 6.19)
b) O Espírito é um dom ( Rm 5.5)
c) A ausência do Espírito é prova da condição de não-salvo (Rm 8.9).
2) A Permanência da habitação: Os crentes podem perder a plenitude do Espírito, mas não a Sua habitação (Jo 14.16).
3) Problemas com a habitação:
a) A obediência é uma condição (At 5.32)? Sim, mas a obediência à fé cristã (At 6.7; Rm 1.5)
b) Algumas pessoas não foram apenas temporariamente habitadas? Sim, mas apenas antes do dia de Pentecostes (1Sm 16.14)
c) Qual a relação entre a unção e a habitação? Elas ocorrem ao mesmo tempo, mas com propósitos diferentes: a habitação é a presença de Deus na vida do crente, ao passo que a unção o capacita a ser ensinado pelo Espírito (1Jo 2.20,27).
IX. OS DONS DO ESPÍRITO
A) Definição:
Um dom espiritual é uma capacidade dada por Deus ao crente para desempenho de um serviço. Não é um lugar de serviço, nem um ministério para um grupo etário especifico, nem um procedimento.
B) Distribuição:
1) Fonte: O Espírito ( 1Co 12.11)
2) Extensão: Todo crente tem pelo menos um, mas não todos (1Pe 4.10).
3) Tempo: Cada geração pode ou não ter todos os dons. Alguns dons foram concedidos para o estabelecimento, a fundação da Igreja (Ef 2.20)
C) Desenvolvimento:
Essas capacidades podem e devem ser desenvolvidas por quem as tem.
D) Descrição:
Listas de dons se encontram em Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10, 28-30; Ef 4.11
X. A PLENITUDE DO ESPÍRITO
A) Definição:
Ter a plenitude do Espírito, ou ser cheio do Espírito, significa ser controlado pelo Espírito (Ef 5.18)
B) Características:
1) A plenitude do Espírito é uma ordem pra o crente (Ef 5.18, o verbo é um imperativo)
2) A plenitude é passível de repetição (At 2.4; 4.31)
3) A plenitude do Espírito produz semelhança a Cristo ( Gl 5.22,23)
C) Condições para Estar Cheio do Espírito:
1) Uma vida dedicada (consagrada): A submissão ao controle do Espírito, embora ordenada, é voluntária e exige atos de dedicação. Isto inclui dois aspectos: Dedicação Inicial (Rm 12.1,2) e a Dedicação Continua da Vida (Rm 8.14).
2) Uma Vida Vitoriosa: Vitória diária sobre o pecado no cotidiano é uma necessidade para esse controle do Espírito (Ef 4.30). Isto significa reagir corretamente à luz da Palavra à medida que esta é revelada (1Jo 1.7)
3) Uma Vida de Dependência: Este é o significado de “andar no Espírito” (Gl 5.16).
D) Conseqüências:
Ser cheio o controlado pelo Espírito significa:
1) Um caráter semelhante ao de Cristo ( Gl 5.22,23)
2) Adoração e Louvor (Ef 5.18-20)
3) Submissão (Ef 5.21)
4) Serviço (Jo 7.37-39)
XI. OUTROS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITOEnsino: Jo 16.12-15
Orientação: Rm 8.14
Convicção: Rm 8.16
Intercessão: Rm 8.26; Ef 6.18
Fonte: “A Bíblia Anotada”
A) Provada por Suas Características:
1) Ele é inteligente (1Co 2.10,11).
2) Ele tem emoções (Ef 4.30).
3) Ele tem vontade ( 1Co 12.11).
B) Provada por Sua Obras:
1) Ele ensina (Jo 14.26).
2) Ele guia (Rm 8.14).
3) Ele comissiona (At 13.4).
4) Ele dá ordens a homens ( At 8.29).
5) Ele age no homem (Gn 6.3).
6) Ele intercede (Rm 8.26). 7)
7) Ele fala (Jo 15.26; 2Pe 1.21).
C) Provada pelo que Lhe é Atribuído:
1) Ele pode ser obedecido (At 10.19-21).
2) Pode-se mentir a Ele (At 5.3).
3) Ele pode ser resistido (At 7.51).
4) Ele pode ser reverenciado (Sl 51.11).
5) Pode-se blasfemar contra Ele (Mt 12.31).
6) Ele pode ser entristecido (Ef 4.30).
7) Ele pode ser ultrajado (Hb 10.29).
D) Provado por Uma Gramática Incomum:
A despeito do fato de a palavra grega para Espírito ser neutra em gênero, várias vezes se empregam pronomes masculinos para substituir o substantivo neutro, o que contraria todas as regras normais de gramática, mas indica a personalidade do Espírito (Jo 16.13,14; 15.26; 16.7,8)
II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO
A) Provada pelos Seus Nomes:
1) Nomes que relacionam o Espírito em pé de igualdade às demais Pessoas da Trindade (1Co 6.11).
2) Nomes que O apresentam realizando obras que somente Deus pode fazer (Rm 8.15; Jo 14.16)
B) Provada por Suas Características:
O Espírito possui atributos divinos:
1) Onisciência (1Co 2.10,11).
2) Onipresença (Sl 139.7).
3) Onipotência (Gn 1.2).
4) Verdade (1Jo 5.6).
5) Santidade (Lc 11.13).
6) Vida (Rm 8.2).
7) Sabedoria (Is 40.13).
C) Provada por Suas Obras:
Ao Espírito são atribuídas obras que somente Deus pode realizar.
1) Criação (Gn 1.2).
2) Inspiração (2Pe 1.21).
3) Gerar a Cristo em Sua encarnação (Lc 1.35).
4) Convencer o homem (Jo 16.8).
5) Regenerar o homem (Jo 3.5,6).
6) Consolar (Jo 14.16).
7) Interceder (Rm 8.26,27).
8) Santificar (2Ts 2.13).
D) Provada por Sua Associação em pé de igualdade:
Com as demais Pessoas da Trindade (At 5.3,4; Mt 28.19; 2Co 13.13)
III. A PROCESSÃO (procedência) DO ESPÍRITO
A) Definição:
Processão é uma palavra que tenta descrever o eterno relacionamento entre o Espírito e as outras duas Pessoas da Trindade. Ele procedeu eternamente do Pai e do Filho sem que isso dividisse ou alterasse, de algum modo, a natureza de Deus.
B) História:
Este conceito foi formulado no Credo de Constantinopla em 381. Em 589, o sínodo de Toledo acrescentou a famosa cláusula latina “filioque”, que afirmava que o Espírito procedia do Pai e do Filho.
C) Escrituras:
João 15.26 afirma expressamente que o Espírito procede do Pai, ao passo que a idéia de Sua processão do Filho vem de versículos como Gálatas 4.6, Rm 8.9 e Jo 16.7.
IV. TIPOS E ILUSTRAÇÕES DO ESPÍRITO
Vestimenta ( Lc 24.49)
Pomba (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32)
Penhor (2Co 1.22; 5.5; Ef 1.14)
Fogo (At 2.3)
Óleo (Lc 4.18; At 10.38; 2Co 1.21; 1Jo 2.20)
Selo (2Co 1.22; Ef 1.13; 4.30)
Servo ( Gn 24)
Água (Jo 4.14; 7.38,39)
Vento (Jo 3.8; At 2.1,2)
V. OBRA DO ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO
A) Na Criação:
O Espírito deu à criação:
1) Vida (Sl 104.30; Jó 33.4).
2) Ordem (Is 40.12; Jó 26.13).
3) Beleza ( Sl 33.6; Jó 26.13).
4) Preservação (Sl 104.30).
B) No Homem:
1) Habitação Seletiva:
a) O Espírito estava em certas pessoas na época do AT (Gn 41.38; Nm 27.18; Dn 4.8; 5.11-14; 6.3)
b) O Espírito vinha sobre várias pessoas (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 1Sm 10.9,10; 16.13) c) O Espírito enchia alguns (Ex 31.3; 35.31). Assim, Seu relacionamento pessoal com os homens no AT era limitado, pois nem todos experimentavam Sua ação e esta não era necessariamente permanente em todos os casos (Sl 51.11)
2) Capacitação para serviço (especialmente na construção do Tabernáculo, Ex 31.3, mas também em outras circunstâncias, Jz 14.6).
3) Restrição geral ao pecado (Gn 6.3).
VI. A OBRA DO ESPÍRITO NA REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO
A) Definições:
1) Revelação significa o desvendamento de algo que era previamente encoberto ou desconhecido. A revelação diz respeito ao material (i.e., o que).
2) Inspiração é o processo divino de supervisão dos autores humanos da Bíblia, de modo que, usando suas próprias personalidades e estilos, compuseram e registraram sem erro as palavras de Deus pra Sua revelação ao homem nos manuscritos originais (os autógrafos). A inspiração diz respeito ao modo (i.e., o como).
B) O Autor da Revelação É o Espírito Santo:
A passagem mais específica é 2 Pedro 1.21 (cf. 2Sm 23.2; Ez 2.2; Mq 3.8; Mt 22.43; At 1.16; 4.25)
C) Os Meios da Revelação:
O Espírito usou:
1) A palavra falada (Ex 19.9).
2) Sonhos (Gn 20; 31).
3) Visões (Is 6.1).
4) A Palavra escrita (Jo 14.26; 1Co 2.13).
5) Cristo
D) O Autor da Inspiração É o Espírito Santo:
1) Do Antigo Testamento (2Sm 23.2,3; 2Tm 3.16; Mc 12.36; At 1.16; 28.25; Hb 3.7; 10.15,16).
2) Do Novo Testamento.
A) A inspiração do Novo Testamento foi pré-autenticada por Cristo (Jo 14.26).
B) Ela é afirmada pelos autores do Novo Testamento (1Co 14.37; Gl 1.7,8; 1Ts 4.2,15; 2Ts 3.6,12,14).
C) Ela é atestada mutuamente pelos apóstolos (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
VII. A OBRA DO ESPÍRITO NA VIDA DE CRISTO
A) Em Seu Nascimento Virginal:
O Espírito Santo realizou a concepção no útero de Maria (Lc 1.35).
B) Em Sua Vida:
1) Cristo foi ungido pelo Espírito (Lc 4.18; At 10.38). Essa unção ocorreu em Seu batismo, mas não é idêntica ao batismo (Jo 1.32). Essa unção significa capacitação para o serviço.
2) Cristo foi cheio do Espírito (Lc 4.1).
3) Cristo foi selado com o Espírito (Jo 6.27)
4) Cristo foi guiado pelo Espírito (Lc 4.1).
5) Cristo foi capacitado pelo Espírito (Mt 12.28).
C) Em Sua Morte:
(Cf. Hb 9.14; alguns citam também Rm 1.4)
D) Em Sua Ressurreição:
(1Pe 3.18, possivelmente.)
VIII. A OBRA DO ESPÍRITO NA SALVAÇÃO
A) Convencimento: (Jo 16.8-11)
1) Definição: Convencer (Jo 16.8) significa esclarecer a verdade do evangelho perante a pessoa não salva, de modo que seja reconhecida como verdade, quer a pessoa receba ou não a cristo como seu Salvador.
2) Detalhes:
a) Do pecado. O estado pecaminoso do homem se deve à sua incredulidade.
B) Da Justiça. O homem é convencido da justiça de Cristo porque Ele ressurgiu e ascendeu à direita do Pai.
C) Do juízo. O Espírito convence sobre o juízo vindouro porque satanás (o maior inimigo) já foi julgado.
B) Regeneração: (Tt 3.5)
1) Definição: O ato divino de geração espiritual, pelo qual Ele comunica vida eterna e nova natureza.
2) Meio: É a obra de Deus, particularmente do Espírito (Jo 3.3-7; Tt 3.5). A fé é o requisito humano em presença do qual o Espírito regenera, e a Palavra de Deus fornece o conteúdo cognitivo da fé.
3) Características:
a) É um ato instantâneo, não um processo (embora seus antecedentes e conseqüências possam ser processos).
b) É não-experimental (não se deriva ou baseia em experiência, embora seja seguida das experiências comuns à vida cristã).
4) Conseqüências:
a) Uma nova natureza (2Co 5.17)
b) Uma nova vida ( 1Jo 2.29).
C) Habitação: ( 1Co 6.19).
1) As pessoas habitadas: Todos os verdadeiros crentes, porque:
a) Mesmos crentes em pecado desfrutam da habitação (1Co 6.19)
b) O Espírito é um dom ( Rm 5.5)
c) A ausência do Espírito é prova da condição de não-salvo (Rm 8.9).
2) A Permanência da habitação: Os crentes podem perder a plenitude do Espírito, mas não a Sua habitação (Jo 14.16).
3) Problemas com a habitação:
a) A obediência é uma condição (At 5.32)? Sim, mas a obediência à fé cristã (At 6.7; Rm 1.5)
b) Algumas pessoas não foram apenas temporariamente habitadas? Sim, mas apenas antes do dia de Pentecostes (1Sm 16.14)
c) Qual a relação entre a unção e a habitação? Elas ocorrem ao mesmo tempo, mas com propósitos diferentes: a habitação é a presença de Deus na vida do crente, ao passo que a unção o capacita a ser ensinado pelo Espírito (1Jo 2.20,27).
IX. OS DONS DO ESPÍRITO
A) Definição:
Um dom espiritual é uma capacidade dada por Deus ao crente para desempenho de um serviço. Não é um lugar de serviço, nem um ministério para um grupo etário especifico, nem um procedimento.
B) Distribuição:
1) Fonte: O Espírito ( 1Co 12.11)
2) Extensão: Todo crente tem pelo menos um, mas não todos (1Pe 4.10).
3) Tempo: Cada geração pode ou não ter todos os dons. Alguns dons foram concedidos para o estabelecimento, a fundação da Igreja (Ef 2.20)
C) Desenvolvimento:
Essas capacidades podem e devem ser desenvolvidas por quem as tem.
D) Descrição:
Listas de dons se encontram em Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10, 28-30; Ef 4.11
X. A PLENITUDE DO ESPÍRITO
A) Definição:
Ter a plenitude do Espírito, ou ser cheio do Espírito, significa ser controlado pelo Espírito (Ef 5.18)
B) Características:
1) A plenitude do Espírito é uma ordem pra o crente (Ef 5.18, o verbo é um imperativo)
2) A plenitude é passível de repetição (At 2.4; 4.31)
3) A plenitude do Espírito produz semelhança a Cristo ( Gl 5.22,23)
C) Condições para Estar Cheio do Espírito:
1) Uma vida dedicada (consagrada): A submissão ao controle do Espírito, embora ordenada, é voluntária e exige atos de dedicação. Isto inclui dois aspectos: Dedicação Inicial (Rm 12.1,2) e a Dedicação Continua da Vida (Rm 8.14).
2) Uma Vida Vitoriosa: Vitória diária sobre o pecado no cotidiano é uma necessidade para esse controle do Espírito (Ef 4.30). Isto significa reagir corretamente à luz da Palavra à medida que esta é revelada (1Jo 1.7)
3) Uma Vida de Dependência: Este é o significado de “andar no Espírito” (Gl 5.16).
D) Conseqüências:
Ser cheio o controlado pelo Espírito significa:
1) Um caráter semelhante ao de Cristo ( Gl 5.22,23)
2) Adoração e Louvor (Ef 5.18-20)
3) Submissão (Ef 5.21)
4) Serviço (Jo 7.37-39)
XI. OUTROS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITOEnsino: Jo 16.12-15
Orientação: Rm 8.14
Convicção: Rm 8.16
Intercessão: Rm 8.26; Ef 6.18
Fonte: “A Bíblia Anotada”
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